APRESENTAÇÃO

Partindo da motivação para a criação de mais um “espaço formativo” idealizado pelo Prof. Hugo Norberto Krug, que em seus anos de docência prendeu-se em percorrer uma trajetória docente, tanto na escola, quanto na universidade, como orientador de estágio supervisionado na escola.
Este através desta trajetória docente, percebeu que os tempos atuais não estão fáceis, principalmente para os professores do ensino fundamental e médio, pois acentua-se, pelo desenvolvimento de nossa sociedade, progressivamente, uma crescente influência de fatores externos à ação pedagógica dos professores de Educação Física em suas aulas.
Conseqüentemente, este “espaço formativo” pode ser estruturado através de “postagens” dos diversos integrantes do Estágio III onde devemos procurar dissertar em forma de "perguntas e levantamentos" “críticos ou não” sobre os temas em que encontramos dificuldades (devido aos seus vários sentidos e significados) na prática do professor de Educação Física na escola.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Como primeiro tema envio um artigo que relata os problemas/dificuldades na percepção dos acadêmicos - de autoria do Prof. Hugo


Os problemas/dificuldades na prática pedagógica nos estágios
curriculares I-II-III na percepção dos acadêmicos da
Licenciatura em Educação Física do CEFD/UFSM




 Identificamos e analisamos os seguintes ‘problemas/dificuldades na prática pedagógica’ nos Estágios Curriculares Supervisionados I, II e III na percepção dos acadêmicos/estagiários da Licenciatura em Educação Física do CEFD/UFSM:


1.     A indisciplina dos alunos** (Vinte e uma citações: ECS I=1; ECS II=6; ECS III=14) –Sobre esse problema citamos Mattos e Mattos (2001) que dizem que os alunos não são mais dóceis, cooperativos como antes. Já Aquino (1996) destaca que, há muito tempo, os distúrbios disciplinares dos alunos deixaram de ser um evento esporádico e particular no cotidiano das escolas brasileiras, para se tornarem, talvez, um dos maiores obstáculos pedagógicos dos dias atuais. Também, está claro, que a maioria dos educadores não sabe como interpretar e administrar o ato indisciplinado. Para Jesus (1999) a indisciplina dos alunos integra todos os comportamentos e atitudes perturbadoras, inviabilizando o trabalho que o professor deseja desenvolver;

2.     A falta de espaço físico para as aulas** (Vinte citações: ECS I=4; ECS II=7; ECS III=9) – Em relação a esse problema citamos Farias; Shigunov e Nascimento (2001) que salientam que vários estudos realizados em escolas indicam que existe uma falta de locais, principalmente nas públicas, para as aulas de Educação Física. Já Krug (2004) enfatiza que a falta de espaços físicos disponíveis para a realização das atividades é um fator que interfere negativamente na prática pedagógica dos professores de Educação Física;

3.     A falta de controle/domínio da turma pelo acadêmico* (Dezessete citações: ECS I=4; ECS II=6; ECS III=7) – Relativamente a esse problema citamos Silva e Krug (2007) que afirmam que os acadêmicos/estagiários em Educação Física vão tendo dificuldades de controle de suas aulas à medida que a faixa etária dos alunos diminui. Já Siedentop (apud KRUG, 1996b) coloca que a atividade do professor é o objeto do desenvolvimento da competência pedagógica, portanto ela se desenvolve com o exercício da profissão;

4.     A agitação dos alunos** (Dezessete citações: ECS I=0; ECS II=6; ECS III=11) – Esse problema pode ser fundamentado por Ilha e Krug (2008) salientam que os acadêmicos em situação de estágio não podem esquecer que os alunos na faixa etária que comporta o ensino fundamental geralmente são muito ativos, principalmente, quando estão num espaço físico amplo e sem maiores barreiras arquitetônicas;

5.     A falta de material para as aulas** (Dezesseis citações: ECS I=4; ECS II=5; ECS III=7) – A respeito desse problema nos reportamos a Farias; Shigunov e Nascimento (2001) que destacam que vários estudos realizados em escolas indicam que existe uma falta de materiais para o desenvolvimento das aulas de Educação Física. Além disso, Krug (2004) enfatiza que a falta de materiais disponíveis para a realização das atividades é um fator que interfere negativamente na prática pedagógica dos professores de Educação Física;

6.     A falta de interesse dos alunos pelas atividades propostas** (Quinze citações: ECS I=7; ECS II=7; ECS III=1) – Sobre esse problema citamos Canfield et al. (1995) que colocam que a diminuição do interesse do aluno pelas aulas de Educação Física é devido à prática pedagógica do professor, onde predominam a falta de diversificação e inadequação dos conteúdos, marcados pelo desinteresse do professor. Entretanto, ainda Canfield et al. (1995) afirmam que o professor de Educação Física tem que despertar o interesse dos alunos para que estes sintam prazer e vejam horizontes na prática de atividades físicas;

7.     A falta de conhecimento do acadêmico sobre o conteúdo a ser ministrado* (Quatorze citações: ECS I=9; ECS II=3; ECS III=2) – Em relação a esse problema citamos Lourencetti e Mizukami (2002) que colocam que o não domínio do conteúdo específico da matéria é um dos dilemas dos professores em suas práticas cotidianas. Já, de acordo com Cunha (1992), o professor para trabalhar bem a matéria de ensino tem que ter profundo conhecimento do que se propõe a ensinar. Destaca que o professor que tem domínio do conteúdo é aquele que trabalha com a dúvida, que analisa a estrutura de sua matéria de ensino e é profundamente estudioso naquilo que lhe diz respeito;

8.     A infreqüência dos alunos nas aulas de Educação Física** (Nove citações: ECS I=9; ECS II=0; ECS III=0) – Relativamente a esse problema citamos Ilha; Cristino e Krüger (2006) que destacam que nos últimos anos existe um expressivo número de alunos que se desobrigam da freqüência às aulas de Educação Física na escola, principalmente no ensino médio. Os autores constataram que essa infreqüência está fortemente influenciada pelo turno inverso com que as aulas são realizadas que associada à atuação deficiente do professor de Educação Física da escola, detonam, sobremaneira, o esvaziamento das aulas pelos alunos;

9.     A dificuldade do acadêmico no planejamento das aulas* (Nove citações: ECS I=3; ECS II=4; ECS III=2) – Esse problema pode ser fundamentado por Cavalheiro et al. (2009) que afirmam que a principal dificuldade dos acadêmicos em situação de estágio é relacionar os objetivos da aula com as atividades a serem propostas e desenvolvidas na própria aula. Já Luckesi (1993) destaca que o planejamento é um modo de ordenar a ação tendo em vista fins desejados, tendo por base conhecimentos que dêem suporte objetivo à ação, e se assim não o for, o planejamento será um faz-de-conta de decisão, porque não servirá em nada para direcionar a ação;

10.     A resistência dos alunos às atividades propostas** (Sete citações: ECS I=3; ECS II=2; ECS III=2) – A respeito desse problema nos reportamos a Ilha e Krug (2008) que destacam que por ocasião do ECS um dos aprendizados é o emprego de estratégias para despertar o interesse e o gosto dos alunos pelas aulas de Educação Física e para tal precisam conhecer a realidade escolar e os seus alunos, bem como trabalhar com os mesmos;

11.     O choque do acadêmico com a realidade escolar* (Sete citações: ECS I=3; ECS II=2; ECS III=2) – Sobre esse problema citamos Onofre e Fialho (1995) que colocam que o choque com a realidade é uma expressão utilizada para se referir à situação pela qual passam os professores no seu primeiro contato com a docência, quando os problemas/dificuldades vividos assumem uma dimensão assustadora, isto é, ocorre um distanciamento entre o ideal e a realidade cotidiana. Entretanto, conforme Krug (2010b), se isso ocorre com professores iniciantes essa situação também é vivenciada pelos acadêmicos em situação de estágio. E, nesse direcionamento, citamos Pimenta e Lima (2004) que afirmam que um dos primeiros impactos sofridos pelo estagiário é o susto diante das reais condições das escolas e as contradições entre o escrito e o vivido, o dito pelos discursos oficiais e o que realmente acontece. Já Krug (2010a) salienta que o choque com a realidade escolar é um dos fatos marcantes do Estágio Curricular Supervisionado na percepção dos acadêmicos da Licenciatura em Educação Física do CEFD/UFSM;

12.     A insegurança do acadêmico na docência* (Seis citações: ECS I=4; ECS II=1; ECS III=1) – Em relação a esse problema citamos Luft (2000) que diz que insegurança é a falta de segurança. Já conforme Krug (2010a) a insegurança na docência é um dos fatos marcantes do ECS na percepção dos acadêmicos da Licenciatura em Educação Física do CEFD/UFSM;

13.     Ministrar aulas com alunos de ambos os sexos** (Seis citações: ECS I=0; ECS II=3; ECS III=3) – Relativamente a esse problema citamos Canfield e Jaeger (1994) que destacam que não há diferença marcante na atuação dos professores ao ministrarem aulas para turmas de seu sexo, contrária ou mista. Romero (1993) salienta que a escola atua como reprodutora da ideologia sexista dominante e discriminatória dos papéis sexuais, e o professor de Educação Física tem atuação direta no reforço de padrões sexuais, permitindo acentuar, ao invés de minimizar, as desigualdades entre os sexos. Sugere uma reflexão sobre o emprego das atividades físicas como meio de desenvolvimento integral de meninos e meninas. Já Oliveira (1997) constatou que os estudantes preferem a sua participação em aulas mistas de Educação Física ao invés de separadas por sexo, contrariando, portanto as argumentações de muitos professores que, contrários à co-educação, justificam serem os alunos os maiores interessados em aulas separadas por sexo;

14.     Os alunos só querem jogo/esporte** (Cinco citações: ECS I=2; ECS II=1; ECS III=2) – Esse problema pode ser fundamentado por Mattos e Neira (apud ROSA; KRUG, 2010) que reportam-se ao fato de que com freqüência as aulas de Educação Física tornam-se a atividade de jogar por jogar, onde as aulas se estabelecem na forma de dividir as equipes e partir para o racha como jogo. Os autores colocam que nesse caso a Educação Física “transforma-se assim em um espaço para recreação e lazer dos alunos (daqueles que só jogam), desvinculando por completo de sua dimensão educacional” (p.1);

15.     As intempéries do tempo** (Cinco citações: ECS I=2; ECS II=1; ECS III=2) – A respeito desse problema nos reportamos a Azevedo (1995) que coloca que, constantemente, constata-se a existência nas aulas de Educação Física de problemas de origem ambiental, ou seja: vento, chuva, calor, frio, etc. que inviabilizam a realização das mesmas;

16.     A falta de planejamento do professor de Educação Física da escola** (Cinco citações: ECS I=2; ECS II=3; ECS III=0) – Sobre esse problema citamos Montiel (2010) que destaca que na atualidade os acadêmicos dos cursos de Licenciatura em Educação Física desenvolvem o Estágio Curricular Supervisionado em escolas, as quais não possuem, muitas vezes, conteúdos programáticos rígidos, muitos professores e, até mesmos os estagiários, podem fazer escolhas do que querem desenvolver nas aulas. Canfield (1996) diz que o planejamento é a pedra fundamental, a razão de ser de todo o trabalho pedagógico consciente, é o que orienta o professor em sua caminhada pedagógica em busca da aprendizagem de seus alunos. Salienta ainda que a falta de um planejamento produz uma ação acéfala, isso é, sem objetivos;

17.     Os alunos em diferenças níveis de aprendizagem** (Quatro citações: ECS I=1; ECS II=2; ECS III=1) – Em relação a esse problema citamos Krug et al. (2010) que dizem que os professores de Educação Física têm enormes dificuldades de trabalhar com as diferenças individuais dos seus alunos e que esse fato é originado de uma deficiente formação inicial;

18.     O número elevado de alunos nas aulas de Educação Física** (Quatro citações: ECS I=0; ECS II=1; ECS III=3) – Relativamente a esse problema citamos Krug (1996a) que diz que a quantidade excessiva de alunos nas turmas é um fator que interfere na qualidade das aulas de Educação Física Escolar;

19.     A falta de seqüência das aulas de Educação Física** (Quatro citações: ECS I=3; ECS II=1; ECS III=0) – Esse problema pode ser fundamentado por Krug (2010c) que afirma que a forma organizacional das aulas de Educação Física Escolar, para a maioria dos acadêmicos da Licenciatura do CEFD/UFSM em situação de estágio, principalmente no ensino médio e nas séries/anos finais do ensino fundamental, ocasionae uma falta de seqüência das aulas de Educação Física que prejudicam o bom andamento do estágio;

20.     Não ter aula de Educação Física em dia de chuva** (Quatro citações: ECS I=3; ECS II=1; ECS III=0) – A respeito desse problema nos reportamos a Krug (2010c) que dizem que não ocorrem aulas de Educação Física em dias de chuva em escolas onde o turno de realização das mesmas é no contra-turno das outras disciplinas do currículo escolar e o principal motivo para tal fato é a falta de espaço físico adequado para o desenvolvimento das aulas de Educação Física;

21.     A junção esporádica de outros alunos com a turma que tem aula de Educação Física** (Três citações: ECS I=2; ECS II=1; ECS III=0) – Sobre esse problema citamos Krug e Ferreira (1998) que destacam que a junção de duas turmas de alunos diferentes foi um dos problemas enfrentados na prática pedagógica dos acadêmicos em situação de estágio, pois, geralmente, cada turma tem seus ‘grupos’, isso é, desenvolvem seu ‘espírito de turma’ e, quando duas turmas diferentes se defrontam, quase sempre, surgem conflitos que atrapalham as aulas de Educação Física;

22.     Ministrar aulas somente por clube** (Três citações: ECS I=3; ECS II=0; ECS III=0) – Em relação a esse problema citamos Krug (2010c) que afirma que a grande maioria dos acadêmicos em situação de estágio da Licenciatura do CEFD/UFSM estagiam no ensino médio com turmas de alunos organizadas em forma de clube esportivo e que essa situação é um ponto crítico da Educação Física Escolar porque prejudica o papel dessa disciplina na escola, bem como o bom andamento do ECS da Licenciatura em Educação Física do CEFD/UFSM;

23.     Ministrar aula de Educação Física na sala de aula** (Três citações: ECS I=1; ECS II=2; ECS III=0) – Relativamente a esse problema citamos Azevedo (1995) que coloca que, freqüentemente, constata-se a existência de fatores ambientais, como por exemplo, a chuva, que prejudicam as práticas das aulas de Educação Física, que inviabilizam as suas realizações em locais ao ar livre. Entretanto, quando as aulas de Educação Física são ministradas no mesmo turno das demais disciplinas, o professor de Educação Física tem de ministrá-la na sala de aula, e esse local, não é o mais adequado, originando, assim, problemas para o desenvolvimento das mesmas;

24.     O número reduzido de alunos nas aulas de Educação Física** (Duas citações: ECS I=1; ECS II=1; ECS III=0) – Esse problema pode ser fundamentado por Ilha; Cristino e Krüger (2006) que afirmam que, nos últimos anos, tem-se observado um expressivo número de alunos que se desobrigam da freqüência às aulas de Educação Física no ensino médio. Esses autores destacam que existem alguns motivos que contribuem com esse esvaziamento das aulas. Entretanto, salientam que a evasão dos alunos no ensino médio está fortemente influenciada pela realização das aulas de Educação Física em turno inverso com as demais disciplinas do currículo escolar são realizadas, pois, dessa forma, dificulta, para muitos alunos, o retorno à unidade escolar para participarem das aulas, por diversas razões, entre elas, a falta de condições financeiras para pagar as suas passagens de deslocamento de transporte coletivo, por trabalharem, ou mesmo por razões pessoais;

25.     Os alunos inclusos** (Duas citações: ECS I=0; ECS II=0; ECS III=2) – A respeito desse problema nos reportamos Flores e Krug (2010) que destacam que 50,0% dos acadêmicos da Licenciatura em Educação Física (Currículo 2005) do CEFD/UFSM consideram-se pouco preparados para trabalharem com alunos deficientes na escola regular e 27,5% não preparados, confirmando assim a necessidade do curso em dar maior atenção a essa temática;

26.     A intervenção dos pais nas aulas de Educação Física** (Duas citações: ECS I=0; ECS II=0; ECS III=2) – Sobre esse problema citamos Krug; Beltrame e Menezes Filho (1998) que em seu estudo intitulado “Diagnóstico dos problemas da prática pedagógica dos professores de Educação Física da rede municipal de ensino de Santa Maria” também citaram esse mesmo problema;

27.     O egocentrismo dos alunos** (Duas citações: ECS I=0; ECS II=0; ECS III=2) – Em relação a esse problema citamos Taille (1997) que diz que o egocentrismo deve ser combatido pelo professor na escola porque ele atrapalha a comunicação da criança com as outras pessoas o que prejudica a sua socialização;

28.     O preconceito dos alunos** (Duas citações: ECS I=0; ECS II=2; ECS III=0) – Relativamente a esse problema citamos Krug (2002) que diz que preconceito é um julgamento prévio negativo que se faz de pessoas estigmatizadas por esteriótipos, que são atributos dirigidos a pessoas ou grupos, formando um julgamento a priori, um carimbo e, uma vez carimbados os membros de determinado grupo como possuidores desse ou daquele atributo, as pessoas deixam de avaliar os mesmos pelas suas reais qualidades e passam a julgá-las pelo carimbo. Destaca que os tipos mais comuns de preconceito são basicamente os seguintes: social, cultural, racial, religioso, intelectual, físico e de gênero. Salienta ainda que a educação, a escola e o professor possuem um papel importante na busca de uma sociedade mais justa e humana e, nessa busca um dos vários obstáculos enfrentados destaca-se o preconceito. Assim, é importante contribuir na formação de um cidadão que saiba respeitar todas as diversidades existentes entre as pessoas;

29.     Os alunos hiperativos** (Uma citação: ECS I=0; ECS II=0; ECS III=1) – Esse problema pode ser fundamentado por Goldstein e Goldstein (2001) que afirmam que a criança hiperativa um enorme desafio para os pais e professores, pois é um problema muito comum na infância. Destacam que algumas crianças hiperativas vivenciam dificuldades de aprendizado em tarefas escolares. Contudo, a maioria é capaz de aprender e, muitas vezes, conseguem mesmo que não prestem atenção continuamente, nem completem a lição com eficiência. Assim, freqüentemente, os professores de crianças hiperativas sentem-se frustrados tanto quanto os pais. Entretanto, com auxílio, a maioria das crianças hiperativas, podem obter sucesso em classes normais. O sucesso escolar da criança hiperativa exige uma combinação de intervenções médica, cognitiva e de acompanhamento;

30.     A presença de pessoas estranhas no local da aula de Educação Física** (Uma citação: ECS I=1; ECS II=0; ECS III=0) – A respeito desse problema nos reportamos a Krug; Beltrame e Menezes Filho (1998) que dizem que pessoas estranhas à escola que atrapalham as aulas foi um problema enfrentado pelos professores de Educação Física em suas práticas pedagógicas e isso acontece porque não existe um local adequado à prática da Educação Física na grande maioria das escolas, acontecendo, portanto, a aula em locais improvisados dentro da própria escola, como também fora dela, sendo assim muito comum o aparecimento de pessoas estranhas atrapalhando o desenvolvimento das mesmas;

31.     Ministrar aula de Educação Física em dias consecutivos** (Uma citação: ECS I=0; ECS II=1; ECS III=0) – Sobre esse citamos Krug; Beltrame e Menezes Filho (1998) que dizem que a Educação Física na escola deve ter horários mais adequados para a realização das mesmas;

32.     A falta de conhecimento dos alunos sobre esporte** (Uma citação: ECS I=1; ECS II=0; ECS III=0) – Em relação a esse problema, na escassez de literatura especializada a esse respeito, destacamos que os professores (no caso desse estudo, os futuros professores) esqueçem que este conhecimento tem que ser ministrado por eles mesmos durante as aulas;

33.     Ministrar aula de Educação Física para turma de alunos separados por sexo** (Uma citação: ECS I=1; ECS II=0; ECS III=0) – Relativamente a esse problema citamos Romero (1993) que salienta que a escola atua como reprodutora da ideologia sexista e discriminatória dos papéis sexuais, e o professor de Educação Física tem atuação diretamente no reforço de padrões sexuais, permitindo acentuar, ao invés de minimizar, as desigualdades entre os sexos. Sugere uma reflexão sobre o emprego das atividades como meio de desenvolvimento integral dos meninos e meninas; e,

34.     Ministrar aula de Educação Física para crianças* (Uma citação: ECS I=0; ECS II=0; ECS III=1) – Esse problema pode ser fundamentado por Barbieri e Krug (2011) que colocam que inicialmente, durante o estágio pedagógico em Educação Física nas séries/anos iniciais do ensino fundamental, existe um sentimento de não estar preparado para atuar com crianças, mas, entretanto, com o desenrolar do mesmo, desenvolve-se uma competência pedagógica para o ensino nessa faixa etária da educação básica.
    Assim, esses foram os problemas/dificuldades ocorridos/enfrentados na prática pedagógica pelos acadêmicos da Licenciatura em Educação Física do CEFD/UFSM durante a realização dos ECS I, II e III, que segundo os mesmos, prejudicaram o planejamento e o bom andamento das aulas.

2 comentários:

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  2. Esta reflexão sobre os problemas/dificuldades para a formação do docente permitiu avaliar melhor o processo de formação e a atuação do docente.
    O mundo do estágio III foi vivenciar algo aberto de ansiedade, angústia, medo, frustrações, dúvidas, esperança, uma vez que iria trabalhar com criança pequena e seria avaliada.
    Por mais que tentasse viver o discurso da superação, a separação entre a teoria e a prática defendida pelos docentes durante os anos de graduação foi vivenciada, senti dificuldades em iniciar o estágio, o contato com a realidade foi complicado
    principalmente no estágio curricular III.
    APÓS SAIR DE UMA FORMAÇÃO INICIAL COM A SENSAÇÃO DE NÃO ESTAR TOTALMENTE PREPARADA PARA ATUAR COM CRIANÇAS (choque da realidade) para trabalhar com uma turma e constatar todas discussões na universidade não supriam a heterogeneidade da realidade escolar. Deparando com estas diversidades do cotidiano escolar tentava suprir refazendo e repensando o meu fazer pedagógico para um melhor andamento das aulas. O planejamento era refeito sempre que se fez necessário, para tentar atingir os objetivos propostos.
    De acordo com a investigação realizada no texto me identifiquei em relação aos seguintes problemas:
    1-A indisciplina dos alunos.
    3-A falta de controle/domínio da turma pelo acadêmico.
    4- A agitação dos alunos.
    11-O choque acadêmico com a realidade escolar.
    18-O numero elevado de alunos nas aulas de educação física.
    28-O preconceito dos alunos.
    34-Ministrar aulas de Educação Física para crianças.
    Quando observei as aulas da professora regente antes de iniciar o Estágio III, também pude observar que ela enfrentava os mesmos problemas que citei acima ocorridos comigo; na sua prática pratica pedagógica..
    Estas dificuldades em muitas aulas prejudicaram o planejamento e o bom andamento das aulas. ( 2 )

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